Como Elaborar um Plano de Captação de Recursos (Parte II)

Depois de abordarmos os passos iniciais para a realização do Plano de Captação no Post Anterior, vamos dar continuidade ao desenvolvimento da estruturação desse documento tão importante para os trabalhos de mobilização de recursos para projetos de impacto social.

Prospects

A palavra refere-se aos potenciais, prováveis doadores. São pessoas, empresas ou outras organizações que estão no radar da instituição e que possuem um potencial de investimento social para sua causa.

Você pode organizar um banco de dados simples desses potenciais doadores contendo alguns dados como: nome (pessoa ou instituição), dados de contato (e-mail, telefone, etc.), qual o potencial recurso a ser doado (capital financeiro, bens, produtos, outros.), a temperatura desse potencial investidor (depende do grau de relacionamento até então desenvolvido, podendo ser frio, morno ou quente), e a pessoa da organização que irá fazer a indicação (que pode ser um diretor, um conselheiro, enfim, alguém que criará o vínculo para a reunião).

 

Pipeline

Esse termo é muito utilizado em vendas, mas aqui utilizaremos um pipeline de captação.

Trata-se de identificar as etapas concernentes ao processo de mobilização de recursos com diferentes investidores, podendo organizar cada oportunidade de captação em sua respectiva etapa, desde o início da elaboração da proposta, até a conclusão da doação pelo investidor social.

Aqui vai um exemplo de como você poderia organizar as propostas de captação dentro de um pipeline (meramente exemplificativo):

Contato inicial Reunião Agendada Proposta Apresentada Follow up Aceite Contrato/

Doação

Concluída Renovação
Natura AIG Unifec Disney Foundation Fundação Alston Ministério da Educação Fundação Bradesco  Ministério dos Esportes
 Global Fund for Children  Fundação Nippon Fundação Itaú
Fonte: Adaptador pelo autor

 

Plano Operacional

Depois de todas essas informações reunidas, depois de uma análise interna, externa, financeira, de potenciais doadores e também de rede própria, você precisará organizar um plano de execução, ou seja, diante de tantas fontes de recursos existentes, de tantas estratégias que você pode adotar, qual aquela que você e sua equipe escolherão para serem executadas no ano corrente?

Essas informações constarão em seu plano operacional, evidenciando os seguintes pontos:

  • Onde você vai captar (fonte)
  • Qual será a ação executada (estratégia)
  • Como você vai fazer (Ação)
  • Quanto você pretende captar (meta)
  • Quem vai coordenar essa ação (responsável)
  • Qual será o parâmetro estabelecido para tais ações (indicadores de execução)
  • Qual será o valor a ser investido para a realização daquela ação (custo)

 

Veja como ficaria essa tabela:

Fonte (Onde) Estratégia (O que) Ação (Como) Meta de Captação (Quanto) Responsável (Quem) Metas de Execução Custo
Indivíduos Face-to-face Abordagem direta de pessoas na rua ou/eventos  R$              10.800,00 Rosana 30 novos associados em 03 campanhas durante o ano  R$   1.800,00
Fonte: Adaptador pelo autor

 

Cronograma

Por fim, depois de organizadas as atividades a serem executadas, você precisa estabelecer um cronograma para cada ação.

Dessa forma, você terá uma identificação geral de quando as atividades de captação ocorrerão no transcorrer do ano, permitindo melhor alocar recursos e esforços para obter resultados mais satisfatórios em cada uma delas.

Também deverão ser consideradas culturas de cada região, onde haverá maior ou menor atividade social, possibilitando que as ações propostas não sejam conflitantes com calendários já existentes.

Exemplo: promover um grande jantar de captação de recursos no período de carnaval pode não surtir o evento esperado para a organização. Ou ainda, escolher uma emenda de feriado (ponte) para um evento no auditório da organização pode se tornar uma proposta inócua para quem quer alcançar o maior número de pessoas da cidade.

Enfim, o cronograma é uma excelente forma de arranjar as atividades a serem implementadas em um período.

Ano 2018
Fonte Estratégia jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
Indivíduos Face-to-face X X X
Indivíduos Apadrinhamento X X
Indivíduos Payroll X X X X X X X X X
Instituições (Fundos e Organismos Internacionais) Apresentação de Projetos (Fundos Internacionais) X X X X X X X X X X
Instituições (Governo) Editais Públicos e Emendas            X  X  X  X

Fonte: Adaptador pelo autor.

 

Agora é captar!

Se você conseguir estruturar essas informações para sua na sua organização, ou em seu projeto, certamente haverá uma grande chance de que você colha bons frutos em seu trabalho.

Não se esqueça: o retorno das atividades de implantação de metologias de captação de recursos

2 comentários em “Como Elaborar um Plano de Captação de Recursos (Parte II)

    1. Muito obrigado pelo seu comentário Maria Nunes! Em breve, outros artigos relacionados ao tema captação de recursos. Um abraço!

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