Captação de recursos: equipe própria ou terceirizada?

Por onde passo representantes de organizações da sociedade civil (OSC) compartilham comigo seus desafios relativos aos trabalhos de captação e mobilização de recursos, tendo como foco a sustentabilidade de seus projetos sociais e, em muitos casos, a da própria organização.

Nesse contexto, uma grande tentação para as instituições é recorrer à fórmulas prontas, caminhos mais fáceis, soluções mágicas na busca por tentar resolver os problemas corporativos, remediando situações e, assim, apenas adiando um pouco a criticidade do cenário.

Se pudesse pensar em um mandamento para as OSCs que buscam fortalecer e desenvolver seus trabalhos seria: “Bem-aventurada a organização que desenvolve a sua área de captação de recursos.”

Não é fácil, não é barato, não dá retorno à curto prazo, não se faz apenas com uma pessoa. Exige tempo, dedicação, foco, trabalho em equipe, envolvimento da alta direção e, também, investimento em treinamento e consultoria (Sim, para captar recursos há a necessidade de investimento).

Já dizia o grande captador de recursos Marcelo Estraviz: “No Brasil, muitas ONGs tem um excelente quadro técnico e uma ideia super criativa de atuar em defesa de determinada causa, mas esquecem de buscar novos aliados. Acham isso difícil e, às vezes, até impossível ou desnecessário.”

Investir na implantação ou desenvolvimento da equipe de própria de captação de recursos permitirá não apenas em uma busca mais efetiva, mas a conquista, manutenção e ampliação do quadro de aliados da causa.

Pessoas do corpo funcional da instituição compartilham da visão, missão e valores da organização (pelo menos precisa ser assim). Já conhecem processos internos, todo o organograma e, principalmente, lidam diariamente com a causa de uma forma muito próxima.

Não estamos falando para a equipe de captação fazer tudo, inclusive o que ela não domina. Ninguém conhece todas as técnicas ou detém todas as ferramentas necessárias para uma captação de recursos bem-sucedida. Para isso há os especialistas, e devemos recorrer a eles.

O que enfatizamos é que sua instituição não pode abrir mão de coordenar e executar uma atividade tão crucial para sua manutenção e desenvolvimento.

“Os investimentos em conhecimento geram os melhores dividendos.” (Benjamin Franklin)

Invista na sua equipe! Invista na sua organização!

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Bibliografia:

ESTRAVIZ, Marcelo. Um dia de captador. 1ª Edição. São Paulo: Zeppelini Editorial, 2011.

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